Arara Canindé

Ara ararauna

arara-canindé é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-de-barriga-amarela, arara-azul (Amazônia), canindé, arara-amarela e ara-arauna. É um dos psitacídeos mais espertos.

Não é considerada como sendo ameaçada, embora seja apreciada como ave de gaiola. Suas populações estão diminuindo em alguns países e algumas delas já estão extintas. Em Trinidad foi realizado um processo de reintrodução bem-sucedido.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaio; e do (tupi) ara = papagaio; e una = preto, escuro.  Papagaio escuro.

Características

Mede cerca de 80 centímetros de comprimento. Grande e de cauda longa. Inconfundível e vistosa coloração azul ultramarino no dorso, e amarelo-dourado na parte inferior desde a face, ventre até o rabo, garganta com linha negra e área nua na cabeça com linha de penas negras. Os jovens têm as asas e o rabo café-acinzentado e os olhos pardos.

Hábitos

É localmente comum na copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras (buritizais, babaçuais, etc.), interior e bordas de florestas altas, a cerca de 500 m de altitude. Vive em pares ou em grupos de 3 indivíduos, combinação mantida também quando formam-se bandos maiores de até 30 indivíduos. É na atualidade um dos psitacídeos de grande porte mais notável no ambiente urbano, um fenômeno conhecido como “araras urbanas”.

Distribuição Geográfica

Desde a Amazônia até o Paraná, sendo que antigamente chegava até Santa Catarina. Encontrada também no leste do Panamá e norte da Colômbia, Venezuela, Guianas, Perú, Bolívia, até o Norte de Argentina e Paraguai e no oeste do Equador.

Maracanã-guaçu

Ara severus

A maracanã-guaçu é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Não está ameaçada, porém desapareceu de lugares onde antes era abundante.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaio; e do (latim) severus = severo, sombrio, cruel.  Papagaio severo ou papagaio cruel.

Características

Mede entre 46 a 51 centímetros de comprimento e pesa entre 285 e 387 gramas.
Cor geral verde escura, com a fronte marrom, pele nua e branca na face, coroa azulada, borda da parte média da asa vermelha, extremo da mesma e borda do rabo azul. Em Voo, se evidencia o avermelhado escuro do interior das asas e rabo.

Hábitos

Habita floresta úmida e semi-úmida baixa, floresta de várzea, até mesmo pântanos ou em ribeiras, e ambientes secundários, entre 300 e 2000 metros de altitude.

Distribuição Geográfica

Em duas grandes áreas. Uma desde o Panamá, norte da Colômbia e oeste da Venezuela, até o Equador e norte do Peru pela costa do Oceano Pacífico. E outra na Amazônia, desde as Guianas e sul do Orenoco, até o norte de Bolívia. No Brasil, da Amazônia à Bahia e ao Mato Grosso, em matas ciliares e buritizais.

Araracanga

Ara macao

A araracanga é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-vermelha, arara-vermelha-pequena, arara-macau e arara-boliviana (Rondônia). Foi desenhada como enfeite no primeiro mapa do Brasil, confeccionado em 1502. Não é considerada como sendo ameaçada embora, tenha desaparecido de lugares onde antes era comum.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaio; e de macao = nome português/brasileiro para a araracanga.  Papagaio araracanga.

Características

Mede cerca de 89 centímetros de comprimento. De tamanho grande. Chamativa por sua coloração vermelha escarlate; asas tricolores (vermelho, amarelo na parte média e azul intenso nos extremos), rabadilha e base do rabo azul. Com face nua, creme e sem penas.

Hábitos

Habita a copa de florestas úmidas (não pantanosas), florestas de galeria, margens de rios e clareiras com árvores altas, até 500 m de altitude. Vive em grupos, podendo misturar-se a bandos de outras araras.

Distribuição Geográfica

Descontínua. Toda a Amazônia brasileira; do sul do México até o Panamá; norte da Colômbia; e leste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, até o leste da Bolívia.

Arara-vermelha

Ara chloropterus

A arara-vermelha é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. É conhecida também como arara-verde e arara-vermelha-grande. Não é considerada como sendo ameaçada embora tenha desaparecido de lugares onde antes era comum. Foi localmente extinta de lugares que ocorria antigamente, como no Espírito Santo, boa parte da Bahia e possivelmente o norte do Rio de Janeiro.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaios; e do (grego) khlöros = amarelo, verde; e pteros, pteron = asa; chloropterus = asa amarela ou asa verde.  Papagaio com asa verde.

Características

Mede cerca de 90cm. de comprimento e pesa 1,5kg. De coloração vermelha parecida com a araracanga, da qual se diferencia pelo vermelho mais escuro, face decorada por linhas delgadas de penas vermelhas, e especialmente, pelo verde na parte média das asas que continua até a parte de trás, asas com extremos azuis, rabadilha e ponta do rabo azul.

Hábitos

Costuma andar em bando ou em pares. Habita a copa de florestas altas, florestas de galeria, campos com árvores isoladas, buritizais e coqueirais, até 1400 m. Hábitos semelhantes ao de outras araras.

Distribuição Geográfica

Amazônia brasileira e em rios costeiros margeados por florestas no leste do País, chegando originalmente até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Encontrada também no Panamá e Colômbia; e desde o norte da Colômbia, planícies venezuelanas, até a Bolívia e norte da Argentina.

Arara-azul

Anodorhynchus hyacinthinus

arara-azul é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-azul-grande, arara-preta (Mato Grosso), arara-una (“una” significa “negro” em tupi) e arara-hiacinta. Em 1988 a população total da espécie foi estimada em apenas 2500 indivíduos. Encontra-se ameaçada de extinção devido à destruição de seus hábitats e ao comércio ilegal. Neste ano de 2014 a arara-azul-grande subiu uma posição na lista vermelha da IUCN, agora sendo classificada como “​vulnerável”​ (VU).

Devido ao combate ao comércio ilegal e à criação de reservas ecológicas, o número de indivíduos dessa espécie cresceu um pouco para, aproximadamente, 4000 em 2010. Há ainda programas ​de conservação ​no Pantanal para plantio ​de Manduvi, e distribuição de ninhos ​artificiais que podem estar contribuindo ​para o aumento populacional deste Psitacídeo.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) anodön = sem dente, desdentado; e rhunkos = bico; e do (latim) hyacinthina, hyacinthinus, com origem no (grego) huakinthos = do jacinto; = referente a flor azul do jacinto europeu.  (Ave da cor) do jacinto com bico desdentado.

Características

Mede cerca de 98 centímetros de comprimento e pesa 1,5 quilo. Coloração inconfundível, principalmente azul intensa, com diferentes tonalidades. Base do bico e anel ocular nus e de cor amarela, partes internas das asas e cauda negras.

Gigante entre as araras, a arara-azul-grande é considerada o maior representante da família em todo o mundo.

Hábitos

Na região do Pantanal, são encontradas em áreas abertas, nas matas que possuem palmeiras, enquanto seus ninhos estão localizados na borda ou interior de cordilheiras e capões, bem como em áreas abertas para o pasto. Na região do Pará, utiliza as florestas úmidas, preferindo locais de várzeas ricas em palmeiras. Nas regiões mais secas (TO, PI, MA e BA), é comum encontrá-las em áreas sazonalmente secas, preferindo os platôs e vales dos paredões rochosos, nesta região faz ninhos em ocos de palmeiras (TO), árvores emergentes (PA) ou em falhas de paredões rochosos (PI). Vive em casais, grupos familiares ou pequenos bandos.

Distribuição Geográfica

Presente sobretudo no Brasil, nos estados de Mato Grosso (Pantanal), Mato Grosso do sul, Tocantins (Cariri do Tocantins), Goiás (rio Tocantins), Minas Gerais (médio São Francisco), Bahia (alto rio Preto), sul do Piauí (Corrente) e no Maranhão, Pará (Transamazônica e leste do Estado) e Amapá (próximo ao rio Amazonas). Encontrada também na Bolívia, próximo da divisa com o Brasil e norte do Paraguai. Reportada como provável para o rio Mapori no sudeste da Colômbia (Vaupés).

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